an house is not a home.

Depois de tantos dias a tentar esquecer-me de ti, o meu coração traiu a minha cabeça, como sempre tão gentilmente o fez. Dei por mim a relembrar-te, a olhar para a tua imagem, e imaginar-te, de novo, sentada à minha frente. E, de repente, comecei sentir-me gelada. Aquele coração quente, por fazeres dele a tua casa, tornou-se num lugar frio, desconfortável. E porque, afinal, 'quem inventou a distância não sabia o que era a saudade', senti a tua falta. Em demasia, até.
Sabes bem que nunca fui pessoa de arranjar um meio-termo. Ou não gosto, ou gosto muito. Ou me dou demais, ou não me dou. 
Não consigo encontrar um mais ou menos, pois aprendi que, no final, o que conta é se sim ou se não. Por isso, neste caso, ou não sinto a tua falta, ou sinto muito. E eu fico-me pelo pólo positivo.  
Porque a verdade é que não exagero quando digo que tenho saudades tuas, nem sequer me precipito quando digo que preciso de ti e que és das melhores pessoas que conheço. E, mesmo que em tom de brincadeira, essa é a minha maneira de te dizer que, de uma maneira ou outra, ou de mais até, haverá sempre uma parte de mim que te pertence. 
Por isso, peço-te que voltes para o teu cantinho em mim, que eu preciso de voltar para a minha casa em ti. Porque 'a minha casa é o teu coração'. 



«estou cansada, dói-me a cabeça e preciso de dar um grito que, mesmo que silencioso, todos o oiçam. porque eu sei que se fosses tu, o farias. e é por isso que tenho saudades. até segunda, princesa.» @

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