Não faço ideia de quanto tempo já passou desde que os nossos caminhos nos ligavam, desde que os nossos olhares se cruzavam e as nossas mãos se entrelaçavam. Deixei de contar para que me custasse menos, para que o meu corpo aprendesse a viver sem o teu toque, para que não me lembre que estou sem ti à tempo suficiente para querer-te de volta aos meus braços. Comecei a mentalizar-me que o que vai já não vem, que ninguém é de ninguém. Que os meus dias, dias não deixavam de ser apesar de o Sol não nascer. E que a noite sem Lua continua a ser noite, só que nua.
Segui em frente, e esqueci-me de fechar o teu capítulo, esqueci-me de pôr um ponto final na história onde és personagem principal. E agora, sinto-me num círculo vicioso. Não sei o que quero. Não sei o que queres de mim.
Só sei que embora compreenda que já não voltas, o meu corpo quer agarrar-se ao teu para sempre.
Apesar de tentar esconder, a minha alma chama por ti cada vez mais alto num grito que já me é quase impossível abafar. Tenho saudades tuas, mas isso não quer dizer que me faças falta..
Não sei se ainda te amo, só sei que (ainda) não consigo viver sem ti. Porque, antes, acontecesse o que acontecesse, eu tinha-te a ti.
Dia após dia, tu estavas ali. E isso, consolava-me.
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