Estou perdida
E a noite está muito fria.
Encontro-me sem saída
E tu apareces como por magia.
Corro.
Tento fugir de ti,
Fugir da dor.
Preciso de ser livre
Quero-me sentir viva.
Mas tudo o que corro é em vão.
Tu apanhas-me,
Agarras-me,
Fazes-me prisioneira de ti,
Tornaste dono de mim.
Prendes-me na floresta que é o teu coração
E não me deixas voar para longe.
Eu, sem reacção,
Sem dizer que sim ou que não,
Vidro-me em ti
Dou-te tudo de mim.
Rasgas as minhas roupas
E eu, instintivamente, rasgo as tuas.
Deixamos-nos cair
E quando começo a sentir o teu corpo,
Quente como uma chama,
A tocar no meu,
Gelado e trémulo de frio,
Toca o despertador.
E o sonho acaba,
Como acaba sempre.
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