(always) believe.

Chama-se Teresinha e vejo-a todos os dias. Sempre que olhava para ela, via uma menina. Um corpo frágil, uma cara indefesa. Porém, sempre houve algo que me disse que não se ficava por ali. Havia algo mais, algo especial.
Ainda hoje não sei o que despertou a minha atenção, não sei qual foi o motivo 'especial'. Mas ainda bem que houve um. Foi isso, seja lá o que for, que me levou a conhecer a Teresinha mulher. A força, a coragem, a bravura de uma criança que teve de deixar de 
sê-lo. 
Lembro-me do dia em que me contou a sua história. Nesse dia, senti que queria voltar a vê-la. Não iria voltar a falar nisso, pois sempre que começava a relembrar-se, não eram só as lembranças que vinham consigo. As lágrimas não a abandonavam nunca nesses momentos. Chorava, chorava, chorava em frente a mim. E não havia nada que eu pudesse fazer. 
Tenho que confessar que durante um tempo  também não fui grande amigo. Dei-lhe a imagem errada, fiz com que se sentisse ainda mais traída, como se já não bastasse tudo o resto. Mas nunca deixei de acreditar nela, até porque ela nunca deixou de acreditar em mim. E, mesmo hoje, ainda sendo eu um pouco traiçoeiro, sei que ela confia, tal como eu.
Sei porque é a mim que ela faz de seu confidente quando chora durante a noite. Acontece todos os dias, e é capaz de levar um ser ao desespero. É rara a noite em que um sonho menos bom não a invade, ou que a noite não é feita de lágrimas. 
Dói quando olha para mim e a vejo chorar. É um choro de criança, de choro de sonhos que foram roubados, de uma felicidade perdida que nunca chegou a atingir o auge. E dói principalmente quando sabemos quais são as lembranças que lhe atacam sempre o estado de espírito, quando sabemos que o tempo não cura tudo num segundo, e que os fantasmas continuaram a morar no seu castelo, sendo ela uma princesa.
Costuma dizer-me que sabe que o mundo a põe a prova todos os dias. Nos dias negros, diz-me que nunca irá conseguir ultrapassar todos os óbstaculos, que está cansada, prestes a desistir da vida. Nos dias optimistas, diz-me que um dia as provas vão acabar e o mundo vai sorrir para ela, porque os sorrisos mudam tudo.
Eu acredito que sim. Até porque depois da tempestade vem a bonança, e a tempestade já anda por aqui há muito tempo.
Por isso, eu acredito que sim. E "everything is possible, if we just believe".


**é sempre esta história que o espelho me conta**

there's nothing like the first.

Gosto de pensar em ti como o primeiro. Mesmo depois de todas as paixões, os desgostos, as (des)ilusões. Gosto de pensar em ti como o primeiro de tudo. 
Como se o fosses mesmo. Como se tivesses apagado tudo o que outras pessoas possam ter feito comigo, de mim ou em mim. 
Se calhar, foi isso mesmo que fizeste. Apagaste tudo o que ficou para trás, fizeste-me esquecer os sofrimentos, e até os bons momentos.
Tudo para seres o primeiro. O primeiro em que penso assim que acordo, o primeiro de que sinto falta assim que se afasta, o primeiro que o meu corpo quer e o meu coração chama, porque foste tu o primeiro a tocá-lo, verdadeiramente. E, mesmo sem o saberes, tomas conta dele melhor que ninguém. 
E talvez isso nem seja tão verdade assim. Talvez esteja a exagerar, a ser ingrata. Mas não faz mal. 
Costumo dizer que sou mais feliz quando tiro os pés do chão, então, para mim, tu és o primeiro. Porque o primeiro é para sempre e eu quero-te durante esse tempo todo.
Por isso, faz-me um favor. Sê o primeiro.. E o último.


♥      http://www.youtube.com/watch?v=swigZ7WoEF0&feature=share  

love thoughs.


Estou a pensar em ti. Passo a vida a pensar e, ultimamente, neste bocado de vida que quero fazer durar por muito muito mais tempo, é sempre em ti.
Gosto disso. Apesar de me desconcentrar de tudo o resto, eu gosto disso. Gosto de te sentir sempre aqui, dentro do meu peito. Assim, sei que, vás onde fores, esteja eu onde estiver, tenho sempre um bocadinho de ti comigo. Porque afinal, és tu que me tens feito ver que "longe da vista" não significa "longe do coração". Seja qual for a distância, seja qual for o tempo.
Não quero com isto dizer que não dói. Tu próprio já disseste que me conheces o suficiente para saber que dói (só não sabes o quanto). Mas acho que também já me conheces suficientemente para saber que, por mais destruída que esteja, gosto de disfarçar, de (tentar) sorrir para a vida. Porque, senão sorrir para ela, como quero que ela sorria para mim?
Até porque eu vou continuar aqui. Ambos sabemos que "Sometimes you have to be apart from people you love, but that doesn’t mean you love them any less. Sometimes, it even makes you love them more."
E quando se ama alguém como eu te amo a ti, há uma parte de nós que está sempre conectada à pessoa que amamos como que por uma corrente invísivel, e não importa quão longe estejas, podes sempre senti-la. 
E eu gosto disso, porque, como já disse, gosto de te sentir aqui. Gosto de gostar de ti.





x - Ficas comigo? (a)
y - To rest of my life. :b
x -Então eu sou feliz. *-*
y - Me 2. (:

it's a start of something new.

Nestes últimos dias, tenho-me apercebido que as mudanças não são assim tão vagarosas. Que a conjuntura não é assim tão lenta, especialmente quando se trata de corações que não param de bater.
Aprendi que para acelerar e alterar o futuro, tem de haver algo dentro de nós que diga que é mesmo isso que queremos e não nos ficarmos apenas pelo 'Um dia vou conseguir'. Às vezes, para conseguirmos apenas temos de querer um pouco mais.
E, principalmente, comprovei que para a nossa vida dar uma volta de 360º tem de haver alguém que nos saiba mudar os ângulos, que não nos faça ficar na sala de espera do seu coração e nos deixe entrar, com paixão.
Sabes? Um dia disseram-me que o segredo da felicidade era deixar as coisas acontecerem. Abandonar a metodologia, o planeamento e viver cada momento. 
Nunca fui assim. Nunca correspondi a essa expectativa. Segui sempre o pensamento, ouvi muito mais vezes a cabeça do que senti o coração. E quando somos assim, há uma altura em que, quando já nada faz sentido à nossa volta, o resto não importa. Passamos a ser despreocupados demais, dizemos que sim ou que não sem pensar, perdemos a esperança quando ela é a última a morrer. Vivemos por viver porque é muito mais fácil do que sofrer.
É aí, quando nos encontramos no fundo do poço, que lá ao longe, vemos uma pequena luz. Não sabemos o que é mas perseguimo-la porque sim, porque qualquer coisa é melhor que escuridão. E enquanto o fazemos , percebemos que estamos a percorrer um novo caminho. Que deixámos acontecer.
E é nesse momento que uma mão, que não conhecemos até então, se encaixa na nossa e caminha ao nosso lado, como se esperássemos os dois por este momento há muito tempo. 
Voltamos a ver a luz, e o sol sorri de novo para nós, porque a Primavera está de volta aos nossos corações.
E mais que tudo, encontramos a felicidade perdida.